A paciente é idosa, hipertensa de longa data, sem história de eventos cardiovasculares e sem outras comorbidades. Em uso de Losartana, Atenol, Anlodipino e Hidroclorotiazida. Vem apresentando descontrole pressórico, assintomática, má aderência medicamentosa. Em visita domiciliar, no exame físico, PA de 220×100 mmHg, FC 44bpm, bulhas rítmicas e hipofoneticas com sopro sistólico em foco pulmonar. Sem edema em membros, AR sem alterações, sem turgência jugular e sem alteração urinaria. Realizou ECG no mês passado com conclusão de HVE, fração de ejeção preservada. Encaminhada ao cardiologista com HD de insuficiência cardíaca. Reforcei aderência medicamentosa. Solicitei exames Laboratoriais, EAS e ECG. A dúvida é em relação ao descontrole pressórico, se a melhor conduta farmacológica nesse momento é otimizar alguma das drogas. Poderia aumentar a Hidroclorotiazida para tomar 02 comprimidos pela manhã? Ou introduzir Espironolactona ou tratar como Insuf. Cardíaca e introduzir furosemida? Fiquei preocupada com essa bradicardia, mas ela está assintomática. Além disso, seria indicado rastrear hipertensão secundária considerando hipertensão resistente ou esse descontrole é associado à insuficiência cardíaca, má aderência medicamentosa?

Profissional Solicitante: Médico Generalista Resposta A situação clínica apresentada é de uma paciente idosa que possui hipertensão arterial sistêmica, mas sem eventos cardiovasculares. Para responder a suas dúvidas farei alguns apontamentos: Esta paciente está com 4 classes medicamentosas para o tratamento da hipertensão. Num primeiro momento pode-se pensar que se trata de um paciente com […]