O que pode ser feito na APS para o tratamento de manchas hipercrômicas em face, conforme foto abaixo? Realizei orientações gerais sobre exposição solar e protetor.
O que pode ser feito na APS para o tratamento de manchas hipercrômicas em face, conforme foto abaixo? Realizei orientações gerais sobre exposição solar e protetor.

Profissional Solicitante:

Medico da Estratégia de Saúde da Família

Resposta:

As manchas hipercrômicas em face podem ser causadas por inúmeros fatores: exposição solar, trauma, uso de hormônios, algumas medicações (amiodarona, fluoxetina), doenças endocrinológicas, aplicação de cosméticos, exposição a agentes físicos e químicos, alterações genéticas e tumores (melanoma). Portanto o tratamento vai depender da identificação da causa ou origem da hiperpigmentação.

As imagens enviadas são muito sugestivas de hiperpigmentação pós inflamatória (HPI), lesões escuras e achatadas. Frequentemente pessoas com acne são as mais afetadas pelo HPI, com predominância nas peles mais escuras.

Se o diagnóstico de base da paciente for este, além dos cuidados específicos para acne, pode-se lançar mão de substâncias despigmentantes ou clareadoras da pele, tais como : -Àcido Kójico (sua vantagem está na suavidade de sua ação , não causando irritação nem fotossensibilização, possibilitando seu uso durante o dia; – Àcido Glicólico; – Àcido retinóico (tretinoína) e – Hidroquinona ( agente clareador mais conhecido )

Os resultados demoram cerca de 2 meses para começarem a aparecer. De fundamental importância é a orientação, já realizada, sobre fotoproteção. Lembrando da importância do uso de filtro solar potente físico e químico com FPS alto nas regiões afetadas, com proteção UVA e UVB. Se não tiver experiência no manejo e seguimento por tratamento tópico (cremes clareadores), aconselho referenciar paciente à especialidade dermatológica. À Disposição,

Referências:

Cavalcante MSM. Atenção em Dermatologia por meio de Telessaúde para Educação Permanente dos Médicos da Atenção Primária do Amazonas [Tese]. São Paulo: Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP. 2013.

Duncan B. Schmidt M. Giugliani E. Duncan M. Giugliani C. Medicina Ambulatorial: Condutas de Atenção Primária Baseadas em Evidências. 4.ed. Brasil: Artmed; 2013.

Habif T. Guia Colorido para Diagnóstico e Tratamento Dermatologia Clínica. 5.ed. Brasil: Elsevier Editora; 2011.

Ministério da Saúde (BR). Dermatologia na Atenção Básica de Saúde: Cadernos de Atenção Básica nº 9. Série A – Normas de Manuais Técnicos nº 174. Brasília: Ministério da Saúde; 2002.