Na Recepção Técnica Acolhedora ( RTA) devemos usar somente o caderno 22, volume 1 e 2, ou existe algum outro instrumento que auxilie na recepção técnica acolhedora?
Na Recepção Técnica Acolhedora ( RTA) devemos usar somente o caderno 22,  volume 1 e 2, ou existe algum outro instrumento que auxilie na recepção técnica acolhedora?

Profissional solicitante: Enfermeiro

Resposta: A Recepção Técnica Acolhedora (RTA) deve ter um trabalho orientado para assegurar uma escuta técnica qualificada para o acesso. É missão de a RTA viabilizar uma conversa individual com o usuário, de modo a valorizar a escuta do motivo da procura do serviço, garantindo seu acesso aos cuidados necessários. A RTA pode e deve resolver diretamente algumas questões, como as situações previstas nos protocolos de enfermagem; troca ou atualização de receitas, exames, queixas sanitárias; orientações gerais; encaminhamentos para outros serviços; ou direcionamento para as retaguardas:

Retaguarda imediata: consulta de enfermagem, médica, odontológica, psicológica, visita domiciliar,ou procedimentos como sutura, aferição de pressão, curativos, inalação, vacina, etc.

Retaguarda mediata: consultas e atendimentos agendados, programas, grupos, ações de promoção e prevenção na comunidade, ações intersetoriais, ações de vigilância em saúde, referências externas.

Especialmente em relação ao não agendado, é essencial que os profissionais da RTA utilizem o prontuário do paciente, permitindo o conhecimento da história desta pessoa e compreendendo em que circunstâncias surgem estas novas demandas, para que se efetive um atendimento de qualidade, com continuidade do cuidado. Para tanto, é necessário estruturar a unidade com capacidade para responder, quando necessário, com uma ação imediata, o que inclui como ponto crítico a oferta de consultas médicas, em apoio a RTA. Tal necessidade tem que ser equacionada com as definições de papeis dentro da equipe e no manejo da agenda, de modo a possibilitar uma oferta que dê conta da demanda não agendada. Os documentos que podem auxiliar a construção de uma lógica de RT em uma UBS são o Caderno de Atenção Básica nº 28 vol 1 e 2, as Diretrizes de Reorganização do Processo de Trabalho da Atenção Básica de SMS,e atualmente na CRS Sudeste estamos capacitando as UBS na utilização do Guia de Acolhimento com Classificação de Risco e Avaliação de Vulnerabilidades, que está com as interlocuções de Enfermagem das unidades de saúde.

 

Referências

 

BRASIL. Ministério da Saúde. Acolhimento à demanda espontânea. v.1. Brasília: Ministério da Saúde, 2011. (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica n. 28, Volume I)

 

———– Ministério da Saúde. Acolhimento à demanda espontânea: queixas mais comuns na atenção básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. (Cadernos de Atenção Básica, n. 28, volume 2)

 

________ Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. Ambiência / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização.– 2. ed. – Brasília ,2010 Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/ambiencia_2ed.pdf

 

São Paulo. Secretaria Municipal da Saúde. Atenção Básica de São Paulo. Reorganização do Processo de Trabalho. Acolhimento à demanda espontânea. Disponível em:

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/Reorganiza_Processo_Trabalho_At-Basica_V1_out-2015.pdf