Minha pergunta é sobre gestante, IG 32 semanas, que vem apresentando aumento da PA sem níveis para classificação de DHEG. Quais medidas podemos tomar para prevenção da hipertensão? Desde já obrigada.
Minha pergunta é sobre gestante, IG 32 semanas, que vem apresentando aumento da PA sem níveis para classificação de DHEG. Quais medidas podemos tomar para prevenção da hipertensão? Desde já obrigada.

Profissional Solicitante: Médico Clínico

Resposta:

Boa tarde, agradecemos o contato e confiança no Telessaúde. Sobre sua dúvida, a Sociedade Brasileira de Cardiologia define Hipertensão Arterial na Gestação como a presença de PAS ≥140 mmHg e/ou PAD ≥90 mmHg. É indicado tratamento medicamentoso em caso de Hipertensão Arterial Grave (PAS160mmhg) e na presença de sinais de Pré-eclâmpsia (cefaleia, turvação visual, dor abdominal, plaquetopenia (menos que 100.000/mm³), elevação de enzimas hepáticas (o dobro do basal), comprometimento renal (acima de 1,1 mg/dl ou o dobro do basal), edema pulmonar, distúrbios visuais ou cerebrais, escotomas ou convulsão).

No caso apresentado a gestante deve ser acompanhada com frequência pela Equipe de Saúde da Família, através de consultas frequentes e visita pelo ACS. O aumento rápido de peso e de edema facial são fatores de risco para pré-eclampsia e essa gestante deve ser informada e reavaliada. Deve ser orientada quanto aos sinais de alarme para pré-eclampsia. No Caderno de Atenção Básica nº32 (referência abaixo) encontramos recomendação para que gestantes com níveis de pressão alterado, em relação ao anterior, devam ser orientadas a: diminuir a ingestão de sal, aumentar a ingestão hídrica, praticar atividade física e realizar controle da Pressão Arterial. Ainda reforça que, o ganho de peso deve ser acompanhado de perto. Pacientes com ganho superior a 500 gramas por semana, mesmo sem aumento da pressão arterial, devem ter seus retornos antecipados, considerando-se maior risco de pré-eclâmpsia. A gestante com Hipertensão Gestacional tem indicação de ser encaminhada ao pré-natal de alto risco.

Referências:

Malachias M, Gomes M, Nobre F, Alessi A, Feitosa A, Coelho E. 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial: Capítulo 2 – Diagnóstico e Classificação. São Paulo; 2016.

Ministério da Saúde (BR). Cadernos de Atenção Básica: Atenção ao Pré-Natal de Baixo Risco. Brasilia: Ministério da Saúde; 2012.