Um Enfermeiro capacitado para aplicação e leitura de “PPD” derivado proteico purificado/teste tuberculínico pode capacitar outro enfermeiro para a mesma atividade? Tenho conhecimento que, antigamente era necessário que o enfermeiro para capacitar outro, teria que ser leitor de referência e exigia uma capacitação diferenciada. Essa informação procede?
Um Enfermeiro capacitado para aplicação e leitura de “PPD” derivado proteico purificado/teste tuberculínico pode capacitar outro enfermeiro para a mesma atividade? Tenho conhecimento que, antigamente era necessário que o enfermeiro para capacitar outro, teria que ser leitor de referência e exigia uma capacitação diferenciada. Essa informação procede?

Profissional solicitante: Enfermeiro

Resposta:

O documento vigente sobre técnicas e aplicações de Prova Tuberculínica (PT), se refere a multiplicadores e instrutores, entendendo-se que se trata de uma capacitação complexa que exige, um número expressivo de aplicações e leituras para que o profissional seja considerado habilitado. A necessidade de capacitação deve ser informada a UVIS que vai avaliar a necessidade de treinamento, pois existem territórios que atuam com UBS de referência para aplicação e leitura de prova tuberculínica.

No Brasil a tuberculose ainda constitui-se como um grave problema de saúde pública. Atualmente ainda ocorrem óbitos em decorrência deste agravo. A prova tuberculínica é o exame mais importante para o diagnóstico da infecção latente. Entretanto devido às dificuldades inerentes ao processo de treinamento nas técnicas de aplicação e de leitura do PT em determinadas regiões do país, este exame ainda encontra-se restrito aos serviços de referência para tuberculose, hospitais e clínicas especializadas , quando deveria ser ofertada na rotina dos diferentes tipos de unidades de saúde, próximas a residência das pessoas, especialmente naqueles em que contatos de casos tuberculose e pessoas vivendo com HIV/AIDS são atendidos. A padronização das técnicas de aplicação e de leitura de PT confere ao exame maior confiabilidade e precisão na indicação do tratamento da Infecção latente da tuberculose (ILTB), sendo esta uma das medidas mais importantes para o controle da doença. Os objetivos da capacitação de instrutor e multiplicador em PT: É descentralizar a realização da PT dos serviços de referência para as unidades de saúde da rede básica e serviços da Atenção Especializada (SAE).

A quantidade  proposta é de 80 a 100 aplicações e de 80 a 100 leituras por profissional a ser capacitado; este número poderá variar de acordo com a habilidade e experiência prévia de cada profissional.

A multiplicação em PT na rotina dos serviços de saúde poderá ser realizada utilizando uma organização mínima que contemple seu objetivo e que seja viabilizada de forma sistematizada pela unidade de saúde, sem a necessidade de projeto formal de capacitação. Este modelo de multiplicação nas rotinas dos serviços de saúde é o mais apropriado à realidade brasileira. É uma estratégia prática e de baixo custo, que facilita a permanência do profissional dentro da unidade e os mantém aferidos constantemente na PT, mesmo quando houver alta rotatividade de profissional. Esta multiplicação poderá ser realizada de forma gradativa, até que atinja o total desejável de pessoas a serem testadas e o percentual de acertos necessário para que o profissional capacitado torne-se apto para a realização das técnicas de aplicação e leitura da PT. O multiplicador deverá observar as condições do local de realização das atividades teóricas e práticas, o número de pessoas a serem testadas e a habilidade do profissional que será capacitado em PT.

Referências:

Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Técnicas de aplicação e leitura da prova tuberculínica – Brasília, DF – 2014