Em relação aos critérios de contraindicação à vacinação contra a febre amarela, o uso de corticóide inalatório spray oral e nasal pode ser considerado?
Em relação aos critérios de contraindicação à vacinação contra a febre amarela, o uso de corticóide inalatório spray oral e nasal pode ser considerado?

 Categoria Profissional Solicitante: Gerente de serviços de saúde

Resposta:

Segundo a recomendação do Ministério da Saúde, não deverá ser vacinada contra febre amarela a pessoa em uso de terapia imunossupressora (quimioterapia, radioterapia e corticoterapia), além de outras comorbidades, doenças e condições clínicas.

O uso de corticosteróide pode levar à imunodepressão, na dependência da dose e do tempo de utilização. Doses maiores ou iguais a 2 mg/kg/dia de prednisona ou equivalente para crianças, e maiores ou iguais a 20 mg/dia para adultos, por um período maior que 14 dias, deve ser considerada imunodepressora e, por consequência, estes indivíduos não devem receber vacinas vivas, antes de pelo menos um mês após o término da administração da droga.

O uso de corticoides por via inalatória ou tópico, ou em doses de substituição fisiológica, ou em esquemas de altas doses em curta duração (menor que 14 dias) não constitui contraindicação para vacinação. O uso de corticoides em dias alternados, com doses inferiores a 2 mg/kg/dia de prednisona ou equivalente não é considerado imunodepressor

 

 

Referências:

  1. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações. Nota Informativa nº 94, 17/01/2017. Orientações e indicação de dose única da vacina febre amarela. – CGPNI/DEVIT/SVS/MS. (Anexo I). Disponível em:  https://sbim.org.br/images/files/nota-ms-fa-170410.pdf
  1. Ministério da Saúde. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação, 1ª edição. Brasília-DF. 2014 (páginas 66 a 68). Disponível em: http://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2017/02/Manual-de-Normas-e-Procedimentos-para-Vacina%C3%A7%C3%A3o.pdf
  1. Ministério da Saúde. Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais, 4ª edição. Brasília-DF. 2014 (páginas 45 e 46). Disponível em: http://www.saude.pr.gov.br/arquivos/File/-01VACINA/manual_crie_.pdf