Agente Comunitário de Saúde pode ministrar os medicamentos de tuberculose e hanseníase (devidamente prescritos) na residência do cidadão acometido da patologia?
Agente Comunitário de Saúde pode ministrar os medicamentos de tuberculose e hanseníase (devidamente prescritos) na residência do cidadão acometido da patologia?

Categoria Profissional Solicitante: Gerente de serviços de saúde

Resposta:

Não cabe a ao Agente Comunitário de Saúde (ACS) prescrever ou indicar medicamentos, mas contribuir para seu uso correto.

Lembramos que o uso racional de medicamentos é o uso consentido e correto, seguro e efetivo do medicamento que envolve: diagnóstico correto, prescrição correta, dispensação correta, uso correto, acompanhamento do uso e impacto positivo na saúde do paciente. Cada membro da equipe de saúde é responsável pela promoção do uso racional de medicamentos.

No caso de Tuberculose, o tratamento está disponível no SUS, dura no mínimo seis meses e deve ser feito até o final para que se alcance a cura. O ACS tem papel essencial para o êxito do tratamento, tanto para a realização do TDO – Tratamento Diretamente Observado, como no vínculo e diálogo com o paciente principalmente nas visitas domiciliares para estimulá-lo na adesão e conclusão do tratamento. O TDO é recomendado como estratégia de adesão, e consiste na tomada diária da medicação observada por um profissional de saúde. Especialmente no primeiro mês de tratamento, é recomendado que o TDO seja realizado em ambientes bem ventilados. O ACS deve fazer a observação das tomadas de medicação de segunda-feira a sexta-feira. Caso isso não seja possível, no mínimo três vezes por semana, supervisionado semanalmente por um profissional da Enfermagem. Este acompanhamento deve ser registrado na Ficha de Acompanhamento de Tomada Diária da Medicação do Tratamento Diretamente Observado (TDO) disponível no anexo F da Cartilha para agente Comunitário de Saúde de Tuberculose.

No caso de Hanseníase, o diagnóstico precoce e o seu tratamento adequado evitam a evolução da doença e, consequentemente, impedem a instalação das incapacidades físicas por ela provocadas. Como hoje em dia o tratamento da hanseníase não é mais um problema, principalmente após o desenvolvimento de medicações altamente efetivas, necessitamos que o diagnóstico precoce seja o mais competente possível. Nesse sentido o trabalho do Agente Comunitário de Saúde está em orientar para comparecimento a consulta médica, com o médico de família da equipe da qual faz parte, todas as pessoas com: lesão(ões) de pele com alteração de sensibilidade e/ou; acometimento de nervo(s) com espessamento neural (mais fácil de ser observado em cotovelos e joelhos). Além disso, faz parte do papel do ACS realizar a busca ativa de todos os contatos domiciliares de pacientes com diagnóstico confirmado.

 

Referências:

 

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das

Doenças Transmissíveis. Cartilha para o Agente Comunitário de Saúde: tuberculose / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – Brasília: Ministério da Saúde, 2017. Disponível em:http://riocomsaude.rj.gov.br/Publico/MostrarArquivo.aspx?C=AniWZue3Dvc%3D

 

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. O trabalho dos agentes comunitários de saúde na promoção do uso correto de medicamentos / Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. – 2. ed. rev. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2006. 72p. – (Série F. Comunicação e Educação em Saúde). Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/trabalho_agentes_saude_promocao_medicamentos.pdf

 

Telessaude do Rio Grande do Sul/Segunda Opinião Formativa | 21 Jul 2009 | ID: sof-1336.Qual o papel do Agente Comunitário de Saúde no combate à hanseníase? Disponível em:http://aps.bvs.br/aps/qual-o-papel-do-agente-comunitario-de-saude-no-combate-a-hanseniase/